Encaminhamento | Movimentação do Protocolo

Criada por Miriam Freitas, Modificado em Qua, 4 Nov na (o) 4:35 PM por Miriam Freitas

Objetivo


Este artigo explica o conceito de encaminhamento de protocolos na plataforma Ubots, apresentando os tipos de movimentação existentes, as regras de devolução à fila e as diretrizes para a leitura e interpretação correta dos indicadores de tempo e espera nos relatórios.




Descrição


O encaminhamento corresponde a toda movimentação de um protocolo entre diferentes responsáveis durante o atendimento, seja a transição do assistente virtual (bot) para uma equipe humana, a transferência entre times ou o retorno do atendimento para a fila de espera.


Compreender essas movimentações é fundamental para analisar adequadamente a jornada do cliente e interpretar os dados de atendimento.



Tipos de movimentação considerados encaminhamento


Existem quatro situações principais que caracterizam uma movimentação de protocolo:


  1. Transbordo: 

    Ocorre quando o protocolo finaliza a interação com o assistente virtual (bot) e é direcionado para uma equipe de atendimento humano. Acontece no máximo uma vez por protocolo e marca o início da maioria das métricas de espera.


  2. Transferência entre times: 

    Ocorre quando o protocolo é enviado para outra equipe, pertencente à mesma conta ou a uma conta distinta. Essa ação gera uma nova entrada para o time de destino e uma nova fila de atendimento. Na plataforma, as transferências são direcionadas sempre a um time, associando a conta correspondente de forma automática.


  3. Transferência de conta: 

    Representa a mudança de conta responsável pelo atendimento, mesmo que a equipe de atendimento permaneça a mesma.


  4. Devolução à fila: 

    Ocorre quando um atendimento em andamento retorna para a fila geral à espera de um operador disponível. Esse movimento acontece quando o atendente fica indisponível (ao entrar em pausa ou encerrar a sessão no sistema), a menos que a organização utilize a configuração que mantém os protocolos vinculados ao operador.



Situações que não configuram transferência


Nem toda alteração de responsável é classificada como transferência nos relatórios:


  • Atribuição individual na abertura: 

    Quando um protocolo é direcionado diretamente para um atendente no momento da abertura, sem ter passado por uma fila ou equipe, a ação é classificada como atribuição, não como transferência.


  • Nova atribuição interna: 

    A simples redistribuição de um protocolo entre atendentes da mesma equipe, ou a retomada de um atendimento pelo mesmo operador após a devolução à fila, não representa uma transferência.


  • Transferência direta para outro atendente em andamento: 

    Quando um protocolo que já está em atendimento é repassado diretamente para outro profissional, a ação registra uma mudança de responsável e passa a ser contabilizada nos indicadores que exigem transferência.



Regras de devolução à fila e período de pré-pausa


  • Comportamento em pré-pausa: 
    Ao acionar o status de pré-pausa, os protocolos em andamento não retornam para a fila. Essa funcionalidade permite que o operador finalize os atendimentos iniciados sem receber novos chamados.


  • Comportamento em pausa direta ou saída: 
    Ao entrar em pausa definitiva ou sair da plataforma sem finalizar os atendimentos, os protocolos voltam para a fila geral para redistribuição, exceto em contas configuradas para reter chamados com o operador ausente.



Regras para leitura e análise de relatórios de espera


Ao analisar métricas de tempo e relatórios de atendimento, considere as seguintes condições:


Diferença entre tipos de espera:


  • Espera do cliente (Tempo Médio em Espera / Tempo Total de Espera): 

    Mede o período em que o cliente aguardou por atendimento na fila. Na tela da plataforma, esse indicador pode ser exibido como Em espera, enquanto em relatórios exportados pode aparecer sob o nome Tempo aguardando.


  • Espera colocada pelo atendente (Tempo Total Colocado em Espera): 

    Reflete o tempo em que o atendente pausou o atendimento para aguardar um retorno do cliente ou executar uma validação interna. Não se deve somar esses valores com os tempos de fila do cliente, pois representam origens e comportamentos operacionais distintos.


Devolução à fila após pausa manual:


Se um protocolo estiver com espera ativada pelo atendente e for devolvido à fila (por saída ou pausa do operador), a contagem do tempo de espera não é reiniciada. O tempo total registrará de forma contínua o intervalo colocado em pausa pelo atendente somado ao tempo que o protocolo aguardou até ser assumido por outro profissional.


Impacto da devolução por nível de relatório:


A devolução à fila é considerada um novo período de espera na visualização consolidada por conta. No entanto, em relatórios específicos por time, o intervalo aguardado após a devolução não inicia um novo ciclo de espera exclusivo da equipe.


Consolidação de períodos de espera:


Quando um mesmo protocolo passa por mais de um intervalo de espera dentro do mesmo agrupamento, esses períodos são somados e apresentados de forma agregada no atendimento.



Conclusão


Compreender as regras de encaminhamento e a distinção entre os tipos de movimentação permite acompanhar o fluxo dos atendimentos na Ubots com clareza, assegurando uma análise precisa dos tempos de espera, do desempenho das equipes e da experiência entregue ao cliente.

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